Nos dias 8 e 15 de novembro, mais de 5 milhões de estudantes em todo o Brasil participarão do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2026.
A edição deste ano destaca-se pela forte presença feminina, que representa 63,98% das inscrições, além de contar com quase 14 mil candidatos com mais de 60 anos.
Com a proximidade das provas, a reta final de preparação exige foco, equilíbrio e, sobretudo, estratégia.
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Segundo especialistas, o segredo para um bom desempenho não está apenas no acúmulo de conteúdo da última hora.
Para Viktor Lemos, diretor-geral de vestibulares na Cogna Educação, o exame cobra leitura atenta e familiaridade com seu modelo.
“O Enem não é uma prova de ‘pegadinhas’. Os distratores são muito bem pensados e construídos para avaliar o aprendizado do estudante, o que exige leitura atenta das alternativas antes da escolha da resposta”, explica o professor.
A professora Elena Pajaro, do Senac de São Paulo, reforça essa visão destacando que a prova favorece o bom leitor. Ela orienta que, em muitas questões — especialmente as de Ciências Humanas —, a resposta pode ser extraída da própria interpretação do enunciado.
Pajaro também faz um alerta importante para a redação: o candidato deve usar o seu repertório sociocultural (como referências a filmes e livros) e sempre formular soluções que respeitem os direitos humanos.
Confira as estratégias para ir bem no Enem 2026:
Como a matriz de referência do exame permanece essencialmente a mesma desde 2009, é possível reconhecer padrões. Para auxiliar os candidatos nesta reta final, Viktor Lemos elenca cinco estratégias fundamentais:
- Resolva provas anteriores na íntegra: Mais do que fazer questões isoladas, treinar com edições antigas ajuda a reconhecer o estilo do exame, a estrutura dos textos-base e a forma como as alternativas incorretas são formuladas.
- Analise os erros para identificar lacunas: É essencial revisar os erros cometidos nos treinos e entender suas causas — seja por falta de conteúdo, erro de interpretação ou desatenção. Isso direciona os estudos para o que realmente precisa melhorar.
- Observe a construção das alternativas: Entender como funcionam os “distratores” (alternativas que parecem corretas, mas não são) é crucial. Segundo Lemos, essa análise é valiosa principalmente em Linguagens, Ciências Humanas e nas questões teóricas de Ciências da Natureza e Matemática.
- Use a inteligência artificial com sabedoria: A IA pode auxiliar na organização e interpretação dos resultados de simulados, mapeando o nível de dificuldade enfrentado pelo aluno. No entanto, ela deve servir apenas como apoio ao planejamento, e não como substituta do estudo ativo.
- Preserve o sono, a rotina e o equilíbrio emocional: Aumentar drasticamente a carga de estudos nos últimos dias pode ser prejudicial. Manter o descanso, uma alimentação equilibrada e noites regulares de sono garante que o candidato chegue com a concentração necessária para enfrentar as horas de avaliação.
As provas do Enem terão início às 13h (horário de Brasília) nos dois domingos de aplicação.
No primeiro dia, 8 de novembro, os candidatos farão as questões de Linguagens, Ciências Humanas e a prova de Redação.
No dia 15 de novembro, a avaliação focará em Matemática e Ciências da Natureza.