Uma professora de 61 anos foi agredida com socos por um aluno de 14 anos na última segunda-feira (24), em sala de aula no Colégio Estadual Cívico-Militar Monsenhor Josemaria Escriva, localizado no Jardim Pacaembu, zona norte de Londrina (PR).
A agressão teria iniciado após a docente negar a saída do estudante para ir ao banheiro. De acordo com o relato publicado pela professora em suas redes sociais, o caso aconteceu a cerca de 10 minutos do término do turno.
A educadora orientou o aluno a aguardar o sinal e pediu o material para acompanhamento pedagógico. O estudante então teria passado a proferir ofensas contra a professora.
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Quando a docente se dirigiu à porta para acionar a segurança militar do colégio, o adolescente trancou a saída, danificou o chaveiro escolar e desferiu os primeiros socos na cabeça da vítima. Outros alunos intervieram para afastar o estudante.
A professora relatou que, após a separação, falou algumas palavras em reação ao ocorrido. O aluno avançou novamente e aplicou um soco no olho da docente.
O golpe quebrou os óculos da vítima e provocou sangramento. A professora afirmou que não revidou fisicamente em nenhum momento.
“Compartilho isso não para expor ninguém, mas porque nenhum professor deveria sofrer violência por exercer sua função e estabelecer limites dentro de uma sala de aula. Ensinar exige respeito. Professor também precisa de proteção, estamos numa profissão arriscada, insalubre não seria a palavra correta, corremos risco de morte, e todos os dias somos desacatados pelos aluno, se fossemos abrir BO, nao daríamos aula”, disse a educadora.
Professora cobra proteção na rotina escolar
A equipe de segurança do colégio foi acionada. Os envolvidos, acompanhados pelo pai do aluno, foram encaminhados a uma delegacia de polícia para registro de boletim de ocorrência.
Na unidade policial, a educadora recebeu a instrução de que o registro formal é o procedimento padrão exigido nestes casos de violência escolar.
A professora recebeu atendimento médico inicial em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Na terça-feira (25), ela passou por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML), laudo que constatou a presença de edemas na região da cabeça.
Em nota oficial, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina informou que a equipe gestora da escola seguiu o protocolo de suporte à comunidade e acionou as autoridades competentes.
A professora encontra-se afastada do trabalho por atestado médico, com retorno programado para a próxima segunda-feira (31). E
Em sua publicação na internet, a docente destacou que o trabalho em sala de aula apresenta riscos físicos diários e cobrou medidas efetivas de proteção para o exercício da função.