Nesta segunda-feira (21), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a ampliação do uso de novos medicamentos para lúpus e esclerose múltipla destinados a crianças e adolescentes. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.
Com a nova regulamentação, o remédio Benlysta (belimumabe) passa a ser uma opção complementar para crianças a partir de 5 anos diagnosticadas com lúpus eritematoso sistêmico (LES).
O tratamento é voltado a pacientes que apresentam alta atividade da doença e que já estejam em tratamento padrão, com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.
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A liberação também inclui formatos em caneta aplicadora/autoinjetora, facilitando a aplicação em casa e evitando idas constantes a hospitais.
Outro medicamento para lúpus e esclerose múltipla é o Ocrevus (ocrelizumabe), destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). O produto é um anticorpo monoclonal recombinante, que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença e agora poderá ser administrado em adolescentes a partir de 12 anos (com peso mínimo de 40 kg).
Lúpus eritematoso sistêmico: sintomas, riscos e diagnóstico
O lúpus é uma doença inflamatória autoimune, que pode atingir múltiplos órgãos e tecidos, como pele, rins, cérebro e articulações. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode levar ao óbito. Entre os principais sintomas estão febre, rigidez muscular e inchaços, lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol, linfonodos aumentados e queda de cabelo.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre, inchaço e rigidez muscular;
- Lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol;
- Queda de cabelo e aumento dos gânglios (linfonodos).
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença atinge entre 150 mil e 300 mil brasileiros, principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. O diagnóstico é feito a partir de uma série de exames médicos, como hemograma, biópsia renal, exame de urina, entre outros.
Anvisa aprova medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em público jovemFoto: Reprodução/ND MaisEsclerose múltipla em jovens: características da doença
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e autoimune do sistema nervoso central, que ataca a mielina que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. O surgimento dos sintomas antes dos 18 anos é considerado raro e demanda atenção médica especializada.
Entre os principais sintomas estão:
- Fadiga extrema, perda de equilíbrio e fraqueza muscular;
- Formigamento, dormência e alterações na visão (como visão dupla ou turva);
- Dificuldade de controle urinário.
Na forma remitente-recorrente, a doença é caracterizada por episódios de novos sintomas neurológicos ou agravamento dos já existentes, seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa.
As causas envolvem predisposição genética e fatores ambientais que funcionam como gatilhos, como infecções virais, tabagismo e obesidade. O diagnóstico é feito por um neurologista junto a exames complementares.