Jenna Cotromano, do interior dos Estado Unidos, ainda era adolescente quando começou a perceber que algo não estava certo com o próprio corpo. Dançarina e acostumada ao controle dos movimentos, ela passou a enfrentar dificuldades inesperadas durante atividades simples do dia a dia.
Entre os primeiros sinais estavam episódios de falta de coordenação, lapsos de memória, mudanças de humor e uma sensação constante de que não conseguia responder da mesma forma que antes — algo que afetava diretamente sua rotina e desempenho na dança.
Sem entender o que estava acontecendo, Jenna iniciou uma série de consultas médicas. Ao longo do processo, enfrentou avaliações inconclusivas, exames sem respostas claras e uma crescente frustração por não conseguir um diagnóstico.
As informações foram compartilhadas pela própria jovem em suas redes sociais, onde relata que, naquele momento, a maior angústia era justamente não saber o que estava causando as alterações.
A situação tomou outro rumo quando a americana soube que o pai era portador do gene da Doença de Huntington — uma condição genética rara e progressiva. Diante da possibilidade, ela decidiu realizar o teste genético.
O resultado confirmou a presença da mutação responsável pela doença. Além de ser uma condição sem cura, a doença afeta diretamente o cérebro, comprometendo funções motoras, cognitivas e comportamentais ao longo do tempo.
Mesmo após a confirmação, Jenna relata que o processo não trouxe respostas completas. A ausência de orientação clara e o pouco suporte recebido após o diagnóstico tornaram o momento ainda mais difícil.
Hoje, aos 25 anos, ela afirma que ainda não apresenta sintomas graves, mas vive sob constante vigilância dos sinais do corpo. Pequenas alterações, segundo ela, podem gerar ansiedade e medo do avanço da doença.
A jovem também já relata sobre o impacto emocional do diagnóstico, incluindo episódios de depressão e a dificuldade de lidar com um futuro incerto.
O que é a doença de Huntington
A doença de Huntington é uma condição hereditária causada por uma mutação genética que leva à degeneração progressiva de células cerebrais.
- É transmitida de pais para filhos, com 50% de chance de herança;
- Provoca alterações motoras, cognitivas e psiquiátricas;
- Os sintomas incluem movimentos involuntários, perda de memória e mudanças de comportamento;
- Ainda não há cura, e o quadro evolui ao longo dos anos.
Da exposição pessoal à conscientização
Diante do diagnóstico, Jenna busca conectar outras pessoas que vivem situações semelhantes, criando uma rede de apoio e ampliando a visibilidade da doença.”Para uma dançarina, perder o controle dos movimentos é uma das maiores ameaças possíveis”, diz.
Mesmo diante do diagnóstico, ela tem optado por usar a própria história como ferramenta de informação e acolhimento. A rotina hoje é marcada por incertezas, mas também por uma decisão clara de viver o presente e dar visibilidade a uma condição que, muitas vezes, permanece invisível até ser tarde demais.