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Araucária em projetos arquitetônicos: de vilã a estrela

A araucária, antes vista como um entrave por construtoras, virou protagonista em projetos arquitetônicos de alto padrão. Impulsionada pela valorização de espécies nativas, a árvore agora orienta o design de novos empreendimentos no Brasil, principalmente em Curitiba e Campos do Jordão.

Por que a araucária era vista como um problema?

Por ser protegida pela Lei Federal nº 11.428, que proíbe seu corte, a árvore representava um obstáculo para a ocupação de terrenos. Construtoras viam a necessidade de preservar a araucária como uma restrição técnica que limitava o potencial dos empreendimentos, tornando-a uma figura indesejada nos canteiros de obras.

O que mudou na percepção de arquitetos e construtoras?

Houve uma mudança de mentalidade, impulsionada pela busca por maior conexão com a natureza e pela valorização de espécies nativas. Em vez de ser um problema, a araucária passou a ser vista como um elemento que agrega valor e identidade aos projetos. A árvore se tornou uma peça-chave na concepção da arquitetura contemporânea.

Como essa integração acontece na prática?

Em Curitiba, um residencial está sendo erguido em torno de uma araucária, que estrutura todo o conceito paisagístico e define os fluxos do projeto. Em Campos do Jordão (SP), uma casa foi desenhada para “abraçar” as árvores, com seus volumes distribuídos pelo terreno de forma a integrar a construção à paisagem serrana.

Construir ao redor de uma araucária oferece riscos?

Sim, a integração exige cuidados técnicos. Por ser uma árvore de grande porte, a queda de galhos pode danificar a estrutura, exigindo um planejamento detalhado da cobertura e do posicionamento da obra. Além disso, a araucária é biologicamente frágil a alterações no solo e na drenagem, demandando atenção durante a construção.

Qual a importância de preservar a espécie?

A Floresta de Araucárias, um dos principais biomas do Sul do Brasil, está criticamente ameaçada. Apenas 4,3% de sua área original ainda existe, e a maior parte desses fragmentos não está em áreas de proteção oficial. Integrar a árvore a projetos arquitetônicos contribui para a sua conservação a longo prazo.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

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