• Home
  • Destaque
  • Capotamento: veja dicas de segurança e o que NÃO fazer

Capotamento: veja dicas de segurança e o que NÃO fazer

Um capotamento está entre as situações mais perigosas no trânsito e que mais podem gerar pânico, tanto nos envolidos, quanto nas pessoas que tentam prestar socorro. Esse tipo de sinistro é geralmente associado à alta velocidade, ações imprudentes e a condições adversas da pista, por isso exigem reações cuidadosas e assertivas para reduzir o risco e evitar que as vítimas se machuquem.

NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!

No entanto, o desespero muitas vezes fala mais alto e as pessoas envolvidas acabam tomando decisões equivocadas e que podem piorar a situação, como, por exemplo, soltar o cinto de segurança. Confira abaixo os fatores de risco em um capotamento, dicas de segurança como prestar socorro.

VEJA TAMBÉM:

Quais riscos uma vítima enfrenta quando o carro capota?

Um capotamento ou tombamento acontece quando o veículo, em razão de algum impacto ou manobra, gira em torno do próprio eixo e termina de lado ou de cabeça para baixo. Essa situação envolve uma transferência muito grande de energia e movimentos em várias direções.

Por isso, o  1º Tenente do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Elias Cristovam de Souza Júnior, afirma que, mesmo que a vítima esteja aparentemente bem, deve-se considerar a possibilidade de traumatismos na cabeça, pescoço e coluna, além de fraturas, hemorragias e lesões internas.

Além das próprias lesões, existem riscos relacionados ao cenário:

  • O veículo deve ser considerado potencialmente instável, principalmente se estiver de lado, sobre o teto, em um barranco ou apoiado em outro objeto;
  • Pode haver vazamento de combustível, princípio de incêndio, vidros e ferragens expostas, fios elétricos, trânsito passando próximo ao acidente e, nos veículos híbridos ou elétricos, componentes de alta tensão.
  • A posição da vítima no veículo capotado também pode gerar riscos, pois ela pode ser ejetada durante o acidente, estar inconsciente dentro do veículo ou com lesões incapacitantes, presa às ferragens, retida em cinto de segurança ou até em asfixia postural, em que o próprio peso da vítima sobre as vias aéreas bloqueia o fluxo de ar para os pulmões.

O que a vítima de um capotamento deve fazer para ficar em segurança

Segundo o representante do CBMMG, se o carro estiver virado de cabeça para baixo ou tomado, mas não houver perigo imediato, a vítima não deve ter pressa para sair do automóvel. A pessoa deve:

  • Deve permanecer calma;
  • Evitar movimentos bruscos, principalmente de cabeça e pescoço;
  • Verificar se existe alguma parte do corpo presa;
  • Acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou pedir para que alguém o faça.

Entretanto, se houver uma ameaça imediata à vida, como um incêndio, fumaça intensa, risco de submersão ou outro perigo que torne permanecer no interior mais arriscado, a indicação é pela saída emergencial. Nesse caso, deve-se procurar reduzir ao máximo movimentos bruscos.

Um vídeo publicado pela Prefeitura e pela Superintendência Municipal de Trânsito de Senador Canedo (GO) que viralizou nas redes sociais ensina como sair dessa situação em segurança. Segundo as instruções da publicação, que ultrapassa 2 milhões de visualizações, recomendação é nunca retirar o cinto de segurança de imediato.

Procedimento correto de evacuação:

  1. Procure apoio firme: coloque uma das mãos na porta ou em outra superfície rígida para controlar a descida.
  2. Firme os pés: posicione os pés firmemente contra o teto do veículo (voltado para baixo) para suportar o peso do corpo.
  3. Desaperte o cinto: apenas após estar com o corpo completamente estabilizado e apoiado, solte o cinto de segurança.
  4. Ajoelhe-se: apoie os joelhos com cuidado sobre o teto do carro.
  5. Saia de costas: direcione-se para a porta ou janela disponível e saia de costas, mantendo movimentos lentos e controlados.
  6. Um de cada vez: caso haja mais passageiros, a evacuação deve ser feita individualmente, de forma ordenada.

O que uma pessoa que vai prestar socorro NÃO deve fazer

A principal regra prática para quem vai socorrer uma vítima de sinistro de trânsito é: não transforme uma situação estável em uma emergência maior. O 1º Tenente Elias Cristovam de Souza Júnior afirma que você não deve tentar realizar um resgate para o qual não possui treinamento ou equipamento.

Os principais erros que devem ser evitados são:

  • não retirar a vítima à força do veículo, puxando pelos braços ou pernas;
  • não pedir que a vítima se levante, caminhe ou gire a cabeça para “ver se está tudo bem”;
  • não soltar abruptamente o cinto de alguém que esteja suspenso de cabeça para baixo, porque a vítima pode cair sobre a cabeça ou o pescoço;
  • não balançar, empurrar ou tentar “desvirar” o veículo;
  • não entrar em um automóvel instável sem necessidade;
  • não manipular ferragens, componentes elétricos, airbags ou sistemas de alta tensão;
  • não permanecer próximo se houver fogo, fumaça, cheiro intenso de combustível, fios elétricos ou outro risco grave;
  • não oferecer água, alimentos ou medicamentos à vítima.

Antes de tudo, é precios entender que para prestar socorro é garantir a própria segurança, pois um segundo acidente pode transformar quem estava tentando ajudar em outra vítima. A pessoa deve observar a cena do sinistro, inlcuindo o trânsito, possíveis incêndios, vazamentos de óleos e combustíveis, fios elétricos e a posição do automóvel. O mais importante é considerar a estabilidade do veículo: a posição final do capotamento é instável e pode gerar novos movimentos, por isso, esse risco deve ser monitorado constantemente.

Em seguida, quem vai prestar o socorro pode seguir este passo a passo:

  1. Acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193, informando a localização, quantidade de vítimas, posição do veículo e se há pessoas presas;
  2. Sinalizar o local, desde que isso possa ser feito sem se colocar no fluxo de veículos;
  3. Aproximar-se somente se for seguro;
  4. Conversar com a vítima e tranquilizá-la. Orientar que não mexa a cabeça nem tente sair do veículo.
  5. Observar se a vítima respira e se está consciente, bem como se possui grandes sangramentos enquanto o socorro chega.
  6. Se houver uma hemorragia de grande fluxo e for possível alcançá-la com segurança, fazer o primeiro atendimento pressionando o local com gaze, curativo ou tecido limpo disponível limpo.
  7. Se houver incêndio ou outra ameaça imediata à vida da vítima, a retirada emergencial pode ser necessária, desde que o socorrista consiga realizá-la sem se expor a um risco grave. Não se deve entrar em uma área tomada pelo fogo para tentar um resgate sem proteção e treinamento.
  8. É possível calçar a vítima para que ela tenha estabilidade.

Crianças, idosos ou pessoas com mobilidade reduzida exigem maior cuidado

No caso de indivíduos mais vulneráveis, como crianças, pessoas com deficiência e idosos, por exemplo, é preciso ter um cuidado extra, principalmente para evitar as movimentações improvisadas, segundo o Tenente do Corpo de Bombeiros.

Bebês e crianças correm risco de asfixia postural

No caso das crianças e bebês, já existe o risco de asfixia postural em situação de normalidade, na própria cadeirinha. Isso acontece pois bebês, especialmente os mais novos, têm menor controle do corpo, logo, se ficarem mal posicionados, a cabeça pode cair para frente e o queixo se aproximar do tórax, estreitando a via aérea e dificultando a respiração. Este fenômeno, em um acidente, pode ser agravado.

No caso das crianças, se estiverem devidamente presas ao dispositivo de retenção (bebê-conforto ou cadeirinha) e não houver perigo imediato, também não é recomendável retirá-la para verificar se está bem. Orientações de primeiros socorros recomendam que bebês e crianças permaneçam no dispositivo de retenção quando existe possibilidade de lesão na cabeça, pescoço ou coluna.

A exceto acontece quando é preciso realizar uma intervenção vital, como a retirada de emergência devido a um princípio de incêndio. Em caso de possível asfixia postural, recomenda-se alinhar as vias aéreas com cuidado para que a vítima respire com maior facilidade.

Idosos e pessoas com mobilidade reduzida têm recomendações semelhantes

Não se deve tentar colocá-los em pé ou carregá-los de maneira improvisada. Além da possibilidade de trauma, essas pessoas podem ter maior dificuldade para sustentar o próprio corpo durante a saída. Nesses casos, sempre que não houver uma ameaça imediata, a orientação é aguardar a equipe especializada, que poderá estabilizar o veículo, criar uma via adequada de acesso e fazer uma retirada controlada.

Newsletter

Receba diretamente em seu e-mail notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Capotamento: veja dicas de segurança e o que NÃO fazer

Um capotamento está entre as situações mais perigosas no trânsito e que mais podem gerar…

Flávio convoca apoiadores para ato de 7 de Setembro em SP

O senador Flávio Bolsonaro convocou apoiadores na terça-feira, 25 de agosto de 2026, para uma…

Nepal flood victims fear more bodies are buried under mud | Floods

Residents of a community in Dhading, Nepal devastated by flooding say they believe more bodies…