É até um pouco melancólico pensar que o Chevrolet Onix Plus é o único sedã da GM que sobrou no mercado brasileiro. A marca tem uma longa tradição no segmento, com sucessos de público e de crítica que fizeram história, como Opala, Monza, Omega, Vectra, entre outros. Pena que o segmento está em queda e o herdeiro desse legado é um reflexo disso.
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A GM resolveu adotar algumas mudanças no Onix Plus da linha 2026, umas para o bem, outras para o mal. O lado positivo é que a polêmica correia banhada a óleo recebeu uma composição mais resistente (borracha nitrílica hidrogenada reforçada com Teflon e fibra de vidro/Kevlar) para suportar melhor óleos inadequados,
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Prós e contras
Imagem: Divulgação
Além disso, o carro passou a ter uma garantia estendida para 240 mil km e um programa de inspeção/troca fixo. Portanto, este capítulo da trajetória do Onix Plus parece estar resolvido. Bom também que os faróis ficaram com desenho mais moderno e as lanternas traseiras funcionam 100% com LED.
Quer outro avanço do Onix Plus da linha 2026? A central multimídia, que agora é integrada ao cluster digital, com 11 polegadas nesta versão topo de linha Premier, com pareamento com o celular (tanto Apple Car Play quanto Android Auto) sem fio. Funciona bem, sem travamentos.
Claro, estamos falando de um sedã, então, o porta-malas de 500 litros também está incluído na parte boa do Onix Plus 2026, assim como o relativo baixo consumo de combustível. De acordo com dados do Inmetro, pode fazer 16 km/l na estrada e 12,2 km/l na cidade com gasolina, números que passam para 11,2 km/l e 8,5 km/l, com etanol, respectivamente.
Mas os retrocessos do Onix Plus 2026 começam ao notar que dificultaram o acesso ao computador de bordo. Dados de consumo, que antes eram acessados facilmente na pequena tela central do cluster, com comando giratório na alavanca do limpador de para-brisa, agora estão escondidos nas várias subtelas do sistema multimídia.

Imagem: Carlos Guimarães
Depois, o alerta de ponto cego, que anteriormente era um sinal maior na base do retrovisor, mais abrigado da chuva, favorecendo a visibilidade, foi para a ponta do espelho, bem menor.
Afora este detalhe, é de gosto duvidoso tanto a combinação das saídas de ar-condicionado alaranjadas com os filetes de LED azuis e o revestimento de couro azul, cinza e com costuras avermelhadas.
E como pode a GM ter incluído injeção direta de combustível apenas na Montana e no Tracker, deixando o Onix Plus de fora? Deve ter sido uma questão de custo, o que elevaria o valor do carro. Mas o herdeiro dos lendários sedãs com a marca da gravata bem que mereceria, não?
O resultado é um desempenho que não empolga, ainda mais quando as trocas sequenciais de marchas podem ser feitas apenas por um botão na alavanca, dificultando a operação. Na verdade, desestimulando totalmente. Aliás, o câmbio automático de seis marchas se mostrou hesitante no dia a dia, prejudicando o prazer ao dirigir.
Os 115 cv e 16,8 kgfm a 2.000 rpm, com apenas etanol no tanque de 44 litros são suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em medianos 10,5 segundos e atingir 180 km/h, diz a fabricante.
Mas a direção com assistência elétrica transmite segurança e conforto em qualquer situação e o carro mostra boa estabilidade nas curvas, embora o desenho das rodas de aro 16 montadas em pneus 195/65R (Continental, na unidade avaliada) tenha um aspecto bastante genérico, sem arrojo.
Na lista de equipamentos de série do Onix Plus Premier os destaques ficam por conta do sistema OnStar, do acesso à internet a bordo e do carregador de celular por indução. Entretanto, faltaram mais assistências ao condutor, como alerta de tráfego cruzado, sistema de frenagem de emergência, entre outros.
Veredicto
Apesar de ainda liderar as vendas de sedãs no Brasil, o Onix Plus poderia ter recebido mudanças mais acertadas na linha 2026. Enfrenta forte concorrência e terá que encarar os crossovers compactos que estão em alta, além do novo Sonic, que chega no primeiro semestre.

Imagem: Carlos Guimarães