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Flávio Bolsonaro defende alternativa ao fim da escala 6×1 e propõe jornada escolhida pelo trabalhador

Flávio Bolsonaro aposta em segurança e custo de vida para disputar a eleição Foto: Divulgação/Agência Senado/ND Mais

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu neste domingo (30) uma alternativa à proposta que prevê o fim da escala 6×1. Em entrevista coletiva após um encontro com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, em São Paulo, o candidato afirmou que o trabalhador deveria ter liberdade para escolher a própria jornada.

A ideia apresentada por Flávio prevê remuneração por hora trabalhada e uma jornada mais flexível, permitindo que o trabalhador escolha quantos dias pretende trabalhar durante a semana, segundo a proposta defendida pelo candidato. As informações são do Metrópoles.

Questionado se votaria a favor da PEC que acaba com a escala 6×1, Flávio não respondeu diretamente e passou a defender o modelo alternativo apresentado pelo PL.

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“Nós vamos fazer muito melhor para os trabalhadores brasileiros. Vamos trabalhar pela liberdade para que o trabalhador brasileiro possa escolher a própria carga horária de trabalho.”

O senador citou como exemplo mulheres que, segundo ele, não teriam condições de cumprir uma jornada de oito horas.

“O trabalhador escolhe a sua jornada de trabalho, se vai trabalhar dois dias na semana só, ou se vai trabalhar quatro, ou se vai trabalhar mais dias, porque temos de dar liberdade para o trabalhador com todos os direitos garantidos.”

O que Flávio Bolsonaro propõe para substituir a escala 6×1?

A alternativa defendida por Flávio Bolsonaro está relacionada à PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do candidato à Presidência.

A proposta estabelece um modelo de remuneração por hora trabalhada e jornada mais flexível.

O texto ainda não avançou no Senado. A PEC está parada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), aguardando a designação de um relator.

Na prática, portanto, a proposta defendida por Flávio Bolsonaro não é a mesma que está atualmente avançando no Congresso para acabar com a escala 6×1.

Essa diferença é importante porque as duas propostas tratam de mudanças na jornada de trabalho, mas seguem caminhos diferentes.

O que diz a PEC do fim da escala 6×1?

Manifestantes ocupam uma rua durante um protesto e carregam uma grande faixa preta com a frase “Fim da escala 6x1”Senado analisa proposta para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada semanal de trabalhoFoto: Elineudo Meira/@fotografia.75/Instagram

A proposta que está em discussão no Congresso prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.

O texto também estabelece dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A mudança seria feita de forma gradual.

Pela proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, 60 dias depois da promulgação da emenda constitucional a jornada passaria de 44 para 42 horas semanais. Depois de 12 meses, o limite seria reduzido novamente, chegando a 40 horas semanais.

Como está a votação do fim da escala 6×1?

A PEC que acaba com a escala 6×1 foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em 27 de maio.

No primeiro turno, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo, o placar foi de 461 a 19. Agora, a proposta tramita no Senado.

O tema voltou a avançar em agosto, em meio à articulação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na quinta-feira (27), o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta, apresentou parecer favorável à PEC e manteve o texto aprovado pela Câmara.

O relatório rejeitou as 12 emendas apresentadas até aquele momento, incluindo sugestões que buscavam manter a jornada de 44 horas semanais. Depois da apresentação do parecer, novas emendas foram protocoladas.

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