O Volkswagen Fusca ainda é um dos carros usados mais buscados por quem almeja ter um clássico para se divertir nos passeios e eventos ou mesmo compor uma coleção. O projeto despretensioso e de cunho bélico, surgido na Alemanha na década de 1930, abriu caminhos para outros mercados como o nosso.
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Por aqui, unidades originais e versões de pouca tiragem costumam ter maior valor agregado, que supera facilmente a casa dos três dígitos. É o caso deste ícone da indústria nacional a seguir.
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O Fusca, ou melhor, Fuscão 1500 de 1971, das fotos é um raro sobrevivente e que, em apenas três semanas de anúncio, já havia sido vendido. Pelo menos é o que conta o empresário Alex Fabiano, da GG World Premium Classic.
Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
O lindo exemplar na cor vermelha Montana, novidade para a linha, está muito bem preservado. Desconfiamos de ter sido um modelo nunca restaurado, mas, sem dar muitos detalhes, GG nos jurou que jamais passou por qualquer tipo de intervenção.
“Trata-se de uma raridade absoluta e com incríveis 31.679 km”, resume o anúncio feito há quase um mês. Seja como for, de acordo com Fabiano, o Fuscão 1971 foi vendido recentemente pela bagatela de R$ 145 mil. É uma quantia um pouco acima do preço sugerido da picape Chevrolet Montana MT Turbo (R$ 144.490), picape 0 km cujo nome é o mesmo da cor do Fusca 1.500 que aparece nas imagens desta matéria.
Polêmicas à parte, uma coisa é certa. O exemplar é único e parece ter saído de uma concessionária. O esmerado painel com imitação em madeira Jacarandá está perfeito e sem nenhum sinal do tempo.
Nem mesmo o nicho reservado para o rádio foi cortado, como denunciam as fotos. A forração branca do teto apresenta as inevitáveis manchas da cola de época e reforça que ali ninguém mexeu em todas estas mais de cinco décadas.
MOTOR 1.500

Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
O motor é exclusivo 1.500 a ar, que consagrou essa geração que foi fabricada de 1970 a 1975. Com a ajuda do competente câmbio de quatro marchas, este conjunto motriz é capaz de render respeitáveis 52 cavalos de potência.
Nada demais, mas um revigorante para quem estava acostumado aos 46 cv extraídos do propulsor 1.300, que continuou sendo oferecido. Apesar da cilindrada maior, o Fuscão ainda mantinha o sistema de alimentação feito por um único carburador.
DIFERENÇAS ESTÉTICAS DO FUSCÃO 1500

Imagem: Divulgação
Quando o Volkswagen Fusca 1500, ou Fuscão, como ficou carinhosamente conhecido, foi lançado em agosto de 1970. Além do motor emprestado da Kombi e do Karmann Ghia, o carismático Sedan trazia alguns adereços exclusivos. As rodas de quatro furos e calotas mais planas vieram do VW 1600 “Zé do Caixão”, TL e Variant.
A tampa do motor, ou capô, trazia cinco aletas em cada extremidade para ajudar na refrigeração. Também foram adotadas na versão 1.500 lanternas traseiras com novo desenho, que ficaram conhecidas popularmente como ‘ferradura’ ou ‘pata de cavalo’.
Outra mudança nítida estava nas bitolas mais largas que conferiam um ar mais esportivo ao Fuscão, além de controlar as saídas de traseira (sobresterço). Opcionalmente, poderia pedir freios dianteiros a disco para ajudar a dominá-lo, principalmente em casos de subesterço, também muito comum no modelo.
Na parte interna do Volks, o acabamento imitando madeira Jacarandá era de bom gosto e dava um certo refinamento ao carro popular. Os bancos, mais anatômicos, também eram reservados à versão 1500. Fora isso, tudo permanecia igual ao Fusca 1300.
Na linha 1973, vieram as primeiras alterações estilísticas, tais como novo desenho dos para-lamas dianteiros, além da tampa traseira, que passou a ter mais aberturas para aumentar o fluxo de ar na refrigeração.
Com o lançamento do Fusca 1600S ‘Bizorrão’ em 1974, que ganhava em disparada na potência e estilo, atrelada às fortes vendas do 1.300, o Fuscão 1.500 foi perdendo espaço até que, no ano seguinte, teve sua produção interrompida.
O que antes foi um final incompreendido para ele, hoje, por ter baixa tiragem, é um dos modelos de maior procura por colecionadores, juntamente, é claro, com o seu sucessor 1.600 S.