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Governo do Rio anuncia plano para refirada de 13 mil barricadas

O governo do Estado do Rio de Janeiro apresentou, nesta segunda-feira (17), na capital, a Operação Barricada Zero, força-tarefa que une órgãos estaduais e prefeituras para remover mais de 13 mil barricadas instaladas por facções criminosas e restabelecer a circulação segura nas comunidades. A cerimônia reuniu prefeitos, lideranças policiais e parlamentares, marcando o início de uma ação contínua que pretende devolver aos moradores o direito de ir e vir.

“As barricadas representam mais que obstáculos físicos, elas são formas de controle que essas organizações narcoterroristas fazem da sociedade e da comunidade local. Nosso objetivo é romper essas barreiras, reabrir vias, restabelecer serviços públicos e o direito de ir e vir das populações”, disse o governador Cláudio Castro.

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Cláudio Castro também anunciou um sistema de bonificação para policiais civis e militares que retirarem as barricadas e também impedirem o retorno dessas barreiras para os territórios. Embora se espalhem por todo o estado, o governo afirmou que a situação mais crítica está em São Gonçalo e São João do Meriti.

Caberá ao Governo do Estado fornecer os kits de demolição e corte aos municípios, utilizando, inclusive, maquinário contratado por diferentes secretarias que atendem ao poder público estadual.

Equipamentos e parceria

Durante a apresentação, foi detalhado que a operação vai reunir as secretarias de Polícia Militar, Polícia Civil, Infraestrutura e Obras Públicas, das Cidades, de Habitação e Interesse Social, Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), Instituto de Segurança Pública (ISP) e administrações municipais para a retirada planejada e segura de barricadas. A coordenação geral é realizada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A ação envolve limpeza, recuperação de vias, reorganização urbana e devolução dos espaços públicos à população. Os trabalhos sucedem a Operação Contenção, que prendeu 113 pessoas e matou 117 no Complexo da Penha no final de outubro. Fruto da ação conjunta entre o Ministério Público e as polícias do Rio de Janeiro, a operação reuniu 2.500 policiais no combate à expansão da facção pelas favelas cariocas. Do efetivo, quatro agentes morreram. 

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