A greve na CPTM começou na manhã desta terça-feira (4) e já afeta a circulação de trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A paralisação, organizada pelos ferroviários, impacta principalmente a Zona Leste da capital paulista e cidades da região metropolitana. Até o momento, a operação ocorre da seguinte forma:
- A Linha 13-Jade permanece totalmente paralisada;
- A Linha 11-Coral opera entre as estações Barra Funda e Guaianases;
- A Linha 12-Safira circula entre Brás e Engenheiro Goulart.
Imagens exibidas pelo Balanço Geral Manhã, da RECORD, mostram grande movimentação nas estações afetadas.
Muitos passageiros que desconheciam a paralisação foram impedidos de acessar as plataformas, provocando filas e transtornos logo nas primeiras horas da manhã.
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Por que a greve na CPTM foi deflagrada?
A paralisação foi aprovada em assembleia realizada na noite de segunda-feira (3), após uma reunião entre representantes dos ferroviários e integrantes do Governo de São Paulo, na Casa Civil. O movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
Além da manutenção dos postos de trabalho, a categoria defende a aprovação do Projeto de Lei 730/2025, de autoria do deputado federal Guilherme Cortez (PSOL).
A proposta prevê a absorção dos empregados da CPTM que atuam nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta do Estado. Os ferroviários também reivindicam garantias de continuidade da operação pública das linhas e segurança para os trabalhadores.
Desde 24 de julho, as três linhas voltaram a ser operadas temporariamente pela CPTM por determinação do Governo de São Paulo e da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). A medida foi adotada após falhas registradas poucos dias depois de a concessionária Trivia Trens assumir a operação.
Em 23 de julho, por exemplo, um incêndio atingiu um trem nas proximidades da Estação Bresser-Mooca. A transferência da operação para a iniciativa privada havia sido concluída recentemente, mas tais problemas levaram o governo estadual a determinar que a CPTM reassumisse os serviços por cerca de 90 dias.
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O incêndio começou às 5h38, na Rua Bresser – Redes Sociais/Reprodução/ND Mais
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O incêndio começou às 5h38, na Rua Bresser – Redes Sociais/Reprodução/ND Mais
CPTM e Governo de São Paulo criticam paralisação
Em nota divulgada na segunda-feira (3), a CPTM e o Governo de São Paulo lamentaram a decisão do sindicato de manter a greve na CPTM, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”.
“Na reunião realizada entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais”, afirmou. Também foram discutidas:
- A incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM;
- A inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.
“A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política”, diz outro trecho da nota.
Justiça determina operação mínima durante a greve na CPTM
Diante da paralisação, a CPTM acionou o Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento da decisão, o sindicato poderá ser multado em R$ 400 mil por dia.
As linhas concedidas à iniciativa privada — 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda — seguem operando normalmente. A Linha 10-Turquesa e todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias, também permanecem em funcionamento.
Segundo a CPTM, um plano de contingência foi colocado em prática para reduzir os impactos da greve na CPTM sobre os passageiros.

