A Hyatt registrou queda de 1,2% na receita líquida por quarto disponível (RevPAR) de pacotes em seu portfólio de resorts all-inclusive no segundo trimestre de 2026. O desempenho foi influenciado pela demanda mais fraca em destinos do México, que ainda refletem os impactos do incidente de segurança ocorrido em fevereiro.
Durante a apresentação dos resultados financeiros do trimestre, a diretora financeira da Hyatt, Joan Bottarini, afirmou que a empresa esperava uma recuperação mais rápida da demanda no México após o primeiro trimestre, mas esse movimento perdeu força ao longo dos meses seguintes.
Segundo a executiva, enquanto o mercado mexicano apresentou desempenho abaixo do esperado, outros destinos da região tiveram resultados positivos. A República Dominicana, por exemplo, registrou crescimento de 8% no trimestre, beneficiada, em parte, pelo redirecionamento de reservas.
A Hyatt também informou que espera que o RevPAR dos resorts all-inclusive fique moderadamente abaixo do registrado no terceiro trimestre de 2025, embora os indicadores mostrem melhora gradual, especialmente em Cancún, um dos destinos mais afetados pelo incidente de fevereiro.
Apesar desse cenário, a companhia manteve a expectativa de crescimento do RevPAR nas Américas em 2026, com recuperação mais acelerada prevista para o segundo semestre.
Leia também: Grand Hyatt Rio reúne mercado e celebra fim de ano com parceiros no Rio
Hyatt projeta recuperação e eleva previsão para o ano

A empresa informou ainda que o ritmo de reservas para o primeiro trimestre de 2027 apresenta crescimento de um dígito alto em seu portfólio all-inclusive nas Américas. Enquanto Cancún segue estável, outros destinos, como a costa oeste do México, registram crescimento considerado significativo. Já a República Dominicana apresentou aumento superior a 20% nas reservas para o período.
No consolidado da rede, a Hyatt registrou crescimento de 5,9% no RevPAR no segundo trimestre, acima das expectativas da companhia. Segundo o CEO Mark Hoplamazian, o resultado foi impulsionado pela demanda de viajantes de alto padrão e pelo movimento gerado pela Copa do Mundo de 2026.
Nos Estados Unidos, o RevPAR cresceu 6,7%, impulsionado principalmente pelas viagens de lazer e pelo segmento de grupos. De acordo com a empresa, a Copa do Mundo contribuiu com aproximadamente 70 pontos-base para esse crescimento, com cidades-sede registrando alta de dois dígitos na segunda metade de junho.
A receita por quarto disponível entre grupos cresceu mais de 7% no trimestre. No segmento de lazer, o avanço foi de aproximadamente 7%, enquanto as viagens corporativas registraram crescimento de cerca de 2%.
Diante dos resultados, a Hyatt elevou sua projeção de crescimento do RevPAR para todo o sistema em 2026, passando a estimar alta entre 3,5% e 4,5%.
No segundo trimestre, a companhia registrou receita de US$ 1,83 bilhão, acima dos US$ 1,81 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. O EBITDA ajustado também cresceu, passando de US$ 286 milhões para US$ 297 milhões.
Com informações de Travel Weekly