O Ibovespa tenta quebrar a sequência de 11 baixas consecutivas e sobe forte hoje. Agora, avança 1,66%, aos 169.090,85, saltando 3 mil pontos em relação ao fechamento de ontem. Sobem forte as ações de grandes bancos, PETR4, VALE3 e também os grandes bancos. A alta é generalizada, apenas 3 ativos agora recuam no Ibovespa. Na contramão, o dólar comercial cai forte, com -1%, a R$ 5,16, e os juros futuros têm perdas por toda a curva. No exterior, permanecem as tensões no Estreito de Ormuz, que mantêm o petróleo em alta. A commodity avança pelo quarto pregão consecutivo diante dos temores de interrupções na oferta, aumentando a cautela nos mercados globais. O movimento ocorre antes da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), prevista para a tarde, que pode trazer novas pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. O Fed divulgará às 15h a ata da reunião de julho, na qual deixou os juros inalterados. O chair Kevin Warsh, porém, assustou os mercados ao dar poucos indícios sobre se e como o banco central dos Estados Unidos pode responder à inflação persistente. Dos EUA à Alemanha passando pelo Japão, os custos de empréstimos de longo prazo dispararam recentemente, em meio a preocupações de investidores com o aumento da dívida pública e a inflação elevada, impulsionada em parte pela guerra no Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que não havia negociações em andamento com o Irã e insistiu que o Estreito de Ormuz estava aberto, contrariando a afirmação do Irã de que a via marítima permanecia fechada à navegação. Na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa às 10h50 do Fórum Saúde EMS Esfera, e depois tem encontro com a Associação Nacional de Jornais. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro sobe 0,51%, S&P Futuro avança 0,41% e Nasdaq Futuro tem valorização de 0,41%. (Felipe Alves)