Enquanto boa parte da atenção em torno do Move Brasil está voltada para os veículos elegíveis ao programa, uma curiosidade passou despercebida na lista oficial divulgada pelo governo. Além dos automóveis, a iniciativa também contempla uma série de itens de segurança que podem ser associados à atividade profissional de taxistas e motoristas de aplicativo.
Segundo as regras do programa, esses equipamentos podem representar até 10% do valor total financiado. A lista de bens financiáveis publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reúne desde dispositivos já conhecidos do mercado, como rastreadores e câmeras embarcadas, até soluções bastante específicas para o transporte de passageiros.
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Entre os itens mais curiosos está a chamada “taxi partition”, uma divisória instalada entre os bancos dianteiros e traseiros para separar motorista e passageiros. Bastante comum em cidades como Nova York e Londres, o equipamento praticamente desapareceu dos táxis brasileiros há décadas, tendo tido uma leve revivida nos tempos de pandemia, quando motoristas tentavam artifícios para se isolar e manter a saúda em dia com o fluxo de passageiros no mesmo ambiente. De qualquer forma, durou pouco.
Confira cada item na lista abaixo.
| Categoria | Equipamento |
| Antifurto | Alarme/alerta antifurto |
| Proteção física | Barras de proteção |
| Proteção eletrônica | Blindagem parcial de centrais eletrônicas / Cofre blindado (Safecar) |
| Antifurto | Bloqueador veicular |
| Emergência | Botão de pânico |
| Segurança física | Cadeados e travas reforçadas |
| Monitoramento | Câmeras embarcadas (dashcam frontal e interna) |
| Antifurto | Chave codificada |
| Segurança | Cofres embarcados |
| Monitoramento | Conectividade com central de monitoramento |
| Antifurto | Controle remoto de bloqueio |
| Transporte de passageiros | Divisória de segurança veicular (“taxi partition”) |
| Segurança física | Fechaduras reforçadas |
| Monitoramento | Geofencing |
| Antifurto | Imobilizador eletrônico |
| Controle de acesso | Leitor RFID/NFC |
| Proteção | Películas de segurança para vidros |
| Antifurto | Porcas antifurto para rodas |
| Rastreamento | Rastreador veicular / GPS |
| Controle de acesso | Reconhecimento facial ou biometria |
| Monitoramento | Registro eletrônico de eventos |
| Monitoramento | Sensor de abertura de portas |
| Gestão de frota | Telemetria embarcada |
| Antifurto | Trava de bateria |
| Antifurto | Trava de câmbio |
| Antifurto | Trava de estepe |
| Antifurto | Trava de pedal |
| Antifurto | Trava de roda |
| Antifurto | Trava de tanque |
| Antifurto | Trava de volante |
Chama atenção o fato de a lista misturar equipamentos bastante simples, como travas de volante e porcas antifurto para rodas, com soluções normalmente associadas a operações de frotas e transporte de cargas bem mais complexos, caso da telemetria embarcada, dos sistemas de geofencing e da blindagem parcial de centrais eletrônicas.
Na prática, porém, parte desses equipamentos dificilmente será escolhido para quem pretende adquirir os veículos mais baratos contemplados pelo programa. Em modelos como Fiat Mobi e Renault Kwid, muitos motoristas normalmente limitam os investimentos extras a películas de proteção, rastreadores e, quando muito, uma central multimídia.

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Fonte: Motor1 Brasil
Como funciona o Move Brasil
Entre as regras anunciadas pelo governo estão o registro de pelo menos doze meses em plataformas de aplicativo e o histórico mínimo de 100 corridas completadas no período, na mesma empresa. No caso dos taxistas e motoristas de cooperativas, o requisito básico é estar com as licenças, registros ativos e a regularidade fiscal em dia junto aos órgãos de trânsito locais.
O processo para garantir o acesso ao crédito foi centralizado no ambiente digital do governo federal, permitindo que a análise preliminar seja feita sem burocracia ou envio inicial de papelada. Para solicitar o financiamento, os profissionais devem seguir o passo a passo abaixo:
- Realizar o cadastro na plataforma: o condutor deve acessar o endereço eletrônico gov.br/movebrasil e autorizar o compartilhamento das informações necessárias para a verificação de elegibilidade.
- Aguardar a confirmação de aptidão: os dados serão validados de forma automática pelas empresas de aplicativo ou pela Receita Federal, com resposta enviada à caixa postal do gov.br em até cinco dias úteis.
- Escolher o modelo e ir ao banco: com a habilitação em mãos, o motorista poderá procurar as instituições financeiras credenciadas a partir de 19 de junho para dar início à análise de crédito do automóvel escolhido.
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