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NASA processa imagens de satélite e revela a impressionante quantidade de prédios destruídos na Venezuela

Uma análise preliminar da NASA estima que cerca de 58.870 edificações foram danificadas ou desabaram na Venezuela após o duplo terremoto que atingiu o país na última quarta-feira (24). O número foi obtido a partir do processamento rápido de imagens de satélite do programa europeu Copernicus, que comparou registros anteriores e posteriores aos sismos para identificar variações na superfície urbana compatíveis com danos estruturais.

A agência espacial americana ressalta que os dados são preliminares e ainda não foram totalmente verificados. As imagens analisadas incluem registros feitos na noite de 24 de junho, próximo à área do epicentro, e um segundo conjunto captado em 25 de junho, abrangendo zonas densamente povoadas da região metropolitana de Caracas. O método utilizado, que superpõe imagens antes e depois do terremoto, permite gerar mapas de afetação em curto prazo, mas não substitui avaliações em solo nem levantamentos oficiais de engenharia.

Impacto e área afetada

Um dos mapas gerados mostra uma faixa de destruição que se estende da área metropolitana de Caracas até setores próximos a Puerto Cabello, a mais de 200 quilômetros de distância. A Agência Espacial Europeia (ESA) também trabalha com os mesmos dados do satélite Sentinel-1 para elaborar mapas de deformação do solo, detectando deslocamentos milimétricos na superfície terrestre.

Em paralelo, a NASA ativou seu sistema de resposta a desastres, que publica mapas atualizados à medida que novos dados satelitais são recebidos, como parte de uma rede internacional de observação que apoia tarefas de emergência em diversas regiões do mundo.

Balanço de vítimas e ações humanitárias

O número de mortos subiu para 1.719, com mais de 5.000 feridos e milhares de deslocados, segundo as estimativas oficiais mais recentes. Milhares de estruturas colapsaram parcial ou totalmente, e o número de réplicas mantém a atividade sísmica na região.

Diante da possibilidade de aumento do número de vítimas, a ONU e as autoridades locais acordaram a aquisição de 10 mil bolsas mortuárias como medida preventiva. O coordenador humanitário em Caracas, Gianluca Rampolla, afirmou que ainda não há uma cifra definitiva de desaparecidos e que as operações de busca continuam ativas, com equipes estendendo os resgates para além das primeiras 72 horas devido a indícios de pessoas soterradas.

A ONU também informou que centros de atenção estão sendo habilitados nas áreas afetadas para assistir famílias deslocadas, com serviços de saúde, alimentação, água potável e apoio psicos social. As próximas fases incluem a remoção de escombros, a análise de infraestrutura crítica como hospitais e escolas, e o planejamento de possíveis realocações. A reconstrução, segundo os técnicos, exigirá estudos de solo e coordenação com as autoridades locais para definir zonas seguras de reassentamento.

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