Nissan fechará fábrica no México e afetará o Mercedes-Benz GLB

A Nissan e a Daimler AG fecharam um acordo em 2015 para construir a Fábrica de Manufatura de Cooperação Aguascalientes (COMPAS) na região central do México. A joint-venture 50:50 investiu US$ 1 bilhão na fábrica, onde a produção começou em 2017 com o Infiniti QX50 e o QX55. O Mercedes-Benz Classe A entrou na linha de montagem um ano depois, seguido pelo GLB em 2019.

O Classe A teve vida curta, com o fim da produção em 2020. Soubemos agora que os modelos restantes também já têm o fim decretado. O porta-voz da Nissan, Brian Brockman, disse à WardsAuto que o QX50 e o QX55 serão aposentados no final deste mês. Enquanto isso, um porta-voz da Mercedes-Benz revelou que o último crossover GLB sairá de linha em maio de 2026. Se não houver mais veículos em produção até meados do próximo ano, a unidade será fechada.

Aguascalientes é a terceira de sete fábricas que a Nissan planeja fechar como parte de um grande esforço de reestruturação para cortar drasticamente os custos. A fábrica de Oppama, no Japão, e o parque industrial Ciudad Industrial del Valle de Cuernavaca, no México, terão o mesmo destino. Além disso, os estúdios de design em San Diego (EUA) e São Paulo estão sendo fechados.

Embora a joint venture de fabricação esteja sendo encerrada, a Infiniti vê o QX60 como um sucessor do QX50, enquanto o próximo QX65 substituirá o QX55. O SUV em estilo cupê foi apresentado pelo conceito QX65 Monograph antes de um possível lançamento em 2026.



<p>Infiniti QX50</p>


<p>Infiniti QX55</p>

Quanto à Mercedes-Benz, o GLB continuará vivo com uma segunda geração que contará com motores a combustão e elétricos, como o novo CLA.

A Nissan está apostando na recuperação por meio do downsizing. O fechamento da fábrica e do estúdio de design faz parte de um plano para reduzir sua força de trabalho em 20.000 funcionários. O número de plataformas de veículos cairá de 13 para 7, enquanto a produção anual diminuirá em um milhão de unidades para 2,5 milhões.

Espera-se que a complexidade das peças diminua em até 70%, com o apoio de uma iniciativa mais ampla de “simplificação do design”. Uma força-tarefa de redução de custos formada há alguns meses já identificou 4.000 ideias de economia em potencial, com 1.600 consideradas viáveis. Por exemplo, a simples redução do número de apoios de cabeça poderia economizar muito dinheiro para a empresa. 

Ainda assim, nem tudo são más notícias. Juntamente com o QX65, a Nissan tem uma onda de novos produtos a caminho. A empresa confirmou ao Motor1.com Brasil que já tem planos aumentar a eletrificação de seus produtos em nosso mercado. Segundo Ivan Espinosa, CEO global da Nissan, a marca já estuda trazer a picape chinesa Frontier Pro, híbrida plug-in, para cá. Da mesma forma, o sedã elétrico Dongfeng Nissan N7 também está no radar da empresa para o Brasil.

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