Senado rejeitou indicação do advogado-geral da União a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal em abril. Pesquisadores avaliam ao ‘Nexo’ se insistência do presidente faz sentido na atual conjuntura
Luiz Inácio Lula da Silva vai indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. A declaração foi feita pelo presidente na sexta-feira (29) durante uma agenda oficial em Sergipe.
O Senado, que tem a prerrogativa de sabatinar e aprovar, ou não, o nome indicado pelo presidente da República, rejeitou o nome de Messias para o Supremo no dia 29 de abril. Foram 34 votos a favor e 42 contra. Foi a primeira vez em 132 anos — ou seja, desde 1894, no governo Floriano Peixoto — que a Casa Alta barrou a indicação de um ministro.
O resultado foi lido como uma derrota política para Lula e fruto de uma articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que já havia afirmado publicamente que estava insatisfeito com a indicação de Messias. Ele defendia o colega Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga, por considerar que a Casa havia colaborado com o governo ao barrar pautas-bomba vindas da Câmara dos Deputados.
Para Lula, Messias “é um dos melhores advogados do país” e foi derrotado por uma questão “simplesmente política”.