• Home
  • São Paulo
  • Osasco apresenta experiências de integração entre sistemas alimentares e clima em seminário internacional

Osasco apresenta experiências de integração entre sistemas alimentares e clima em seminário internacional

Texto: Divulgação

Fotos: Cátedra Josué de Castro (USP)

A Prefeitura de Osasco participou dia 24/08,  em Brasília (DF), do Seminário Internacional “Sistemas Alimentares e Clima: do Marco à Implementação – Caminhos para Políticas Públicas”, evento que reuniu representantes do Governo Federal, Estados, Universidades, Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), organismos internacionais e organizações da sociedade civil para debater estratégias voltadas à construção de sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e alinhados à agenda climática.

O secretário executivo de Segurança Alimentar, Sustentabilidade e Inovação Social, João Paulo Pucciariello Perez, participou como painelista do debate “Do Marco à Implementação: Caminhos para Políticas Públicas de Sistemas Alimentares e Clima” e compartilhou a experiência de Osasco na construção de políticas públicas que integram segurança alimentar, sustentabilidade, inovação social e enfrentamento às mudanças climáticas.

Durante sua apresentação, João Perez destacou a trajetória do município na Estratégia Alimenta Cidades, iniciativa coordenada pelo Governo Federal que busca fortalecer sistemas alimentares urbanos saudáveis, sustentáveis e resilientes. Desde a adesão de Osasco, em 2024, o município desenvolveu um amplo processo de diagnóstico, planejamento e implementação de ações integradas envolvendo diferentes secretarias, instituições e parceiros.

A participação de Osasco reforçou uma das principais mensagens do seminário: as cidades desempenham papel estratégico na transformação dos sistemas alimentares e no enfrentamento da crise climática por concentrarem os impactos das desigualdades sociais, dos eventos climáticos extremos e, ao mesmo tempo, possuírem capacidade de articular políticas públicas de forma integrada.

O diagnóstico apresentado revelou desafios importantes para o município, como territórios considerados desertos alimentares (caracterizados pela baixa oferta de alimentos saudáveis) e pântanos alimentares, onde predominam estabelecimentos que comercializam alimentos ultraprocessados.

A partir desse cenário, Osasco estruturou uma agenda integrada entre segurança alimentar e ação climática, reunindo iniciativas voltadas ao combate ao desperdício de alimentos, arborização e agricultura urbana, redução das emissões de gases de efeito estufa, compostagem e adaptação aos impactos das mudanças climáticas.

Do planejamento às ações concretas:

Durante o painel, foram apresentadas diversas iniciativas que demonstram como essa integração vem sendo implementada no município.

Um dos destaques foi o Banco de Alimentos de Osasco, referência nacional no combate ao desperdício de alimentos. Segundo dados municipais de 2025, o equipamento atende 103 organizações da sociedade civil cadastradas, distribuiu mais de 100 mil kits de alimentos por ano e aproximadamente 800 mil quilos de alimentos, beneficiando semanalmente aproximadamente 5 mil famílias. Além do impacto social, a iniciativa contribui significativamente para a redução das perdas e desperdícios de alimentos e das emissões de gases de efeito estufa.

A política de agricultura urbana também foi apresentada como instrumento de promoção da segurança alimentar e adaptação climática. Atualmente, Osasco conta com 21 hortas urbanas e desenvolve iniciativas como a horta do Banco de Alimentos e o projeto Mini Pomares Urbanos, que implantou 26 mini pomares em 19 bairros, com o plantio de 1.300 mudas frutíferas, incluindo 20 espécies nativas da Mata Atlântica, mobilizando diretamente mais de 2.300 pessoas em ações de educação ambiental e alimentar, por meio de Termo de Fomento com o Instituto Casaviva.

Outro destaque foi o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que fortalece a agricultura familiar, amplia o acesso à alimentação adequada e promove a integração entre produção, abastecimento e assistência social.

No campo da agenda climática, Osasco apresentou importantes avanços recentes. Entre eles, o 1º Inventário Municipal de Emissões de Gases de Efeito Estufa, instrumento fundamental para orientar estratégias de mitigação das emissões, e o primeiro Diagnóstico Municipal de Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas, estudo inédito que identifica os principais riscos relacionados às mudanças climáticas e subsidia o planejamento de ações voltadas à adaptação e ao fortalecimento da resiliência do município.

Também foi apresentada a proposta elaborada por Osasco no âmbito do Edital MDS nº 02/2026, que prevê a integração entre agricultura urbana, Banco de Alimentos, economia solidária e gestão de resíduos orgânicos. Entre as ações previstas estão a compostagem dos resíduos gerados pelo Banco de Alimentos, a produção de composto orgânico destinado às hortas urbanas, o fortalecimento da economia circular, o aproveitamento integral dos alimentos e a redução da geração de resíduos plásticos.

Outro marco destacado foi o recente lançamento do Comitê Técnico-Científico de Mudanças Climáticas de Osasco, instância consultiva que reúne especialistas e representantes de diferentes áreas do conhecimento para subsidiar tecnicamente a formulação, implementação e monitoramento das políticas públicas municipais relacionadas ao clima, sustentabilidade e desenvolvimento urbano.

Próximos passos – Durante sua apresentação, João Perez anunciou que o próximo desafio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar, Sustentabilidade e Inovação Social será a elaboração do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Clima, instrumento que integrará, de forma inédita, as agendas de segurança alimentar, sustentabilidade e mudanças climáticas.

O novo plano será desenvolvido em consonância com o Marco de Referência de Sistemas Alimentares e Clima para as Políticas Públicas, lançado nacionalmente em 2025, consolidando uma estratégia municipal voltada à promoção de sistemas alimentares sustentáveis, resilientes e inclusivos, articulando ações de abastecimento, agricultura urbana, prevenção das perdas e desperdícios de alimentos, economia circular, educação alimentar e ambiental, adaptação climática e redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Construir políticas públicas integradas significa fortalecer a segurança alimentar da população e, ao mesmo tempo, preparar as cidades para enfrentar os desafios climáticos. Essa é uma agenda que exige planejamento e cooperação entre diferentes setores e atuação baseada em evidências”, destacou João Perez.

A participação de Osasco no seminário reafirma o protagonismo do município na construção de políticas públicas inovadoras e intersetoriais.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Six months into the Iran war, a new Gulf security architecture is emerging | GCC

Six months into the war with Iran, it is worth taking stock of what has…

Salvador Bahia Airport terá nova sala VIP Amaní Lounge ainda em 2026

Salvador Bahia Airport terá nova sala VIP Amaní Lounge ainda em 2026 4 O Salvador…

Dinheiro chegando: 7 signos que podem ter uma surpresa financeira nos próximos dias – CartaCapital

Nem sempre uma surpresa financeira chega na forma de um grande prêmio ou de uma…