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“Pirâmides sagradas” são opção de turismo em Santa Catarina

Um conjunto de montanhas pontiagudas na encosta da Serra Geral transformou o município de Grão-Pará em um dos destinos em ascensão do ecoturismo catarinense. Apelidado entre os visitantes como “pirâmides sagradas”, as formações rochosas do Morro da Forquilha atraem turistas e impulsionam uma cadeia econômica baseada em hospedagem, trilhas e experiências em meio à natureza.

O nome que ajudou a projetar o município surgiu de forma espontânea e não é utilizado administrativamente pelo Parque Estadual da Serra Furada, onde as montanhas estão localizadas. A referência às pirâmides do Egito, observada por visitantes, acabou consolidando a expressão no imaginário dos turistas.

A empresária Rosana de Oliveira Souza, sócia-proprietária da Pousada das Pirâmides, de Grão-Pará, conta que a trilha principal, que dá acesso até o município de Urubici, era utilizada no passado como caminho dos tropeiros para acessar a serra catarinense com suínos e gado. “Na parte alta das montanhas, em Urubici, algumas pessoas já chamavam de pirâmides”, relata.

O fluxo de visitantes movimenta hospedagens, campings, restaurantes e serviços ligados ao turismo de aventura. A pousada administrada pela família deu os primeiros passos no ano de 2014, recebendo visitantes dentro da própria casa, até ganhar estrutura profissional em 2016.

“Quando construímos a pousada, muita gente dizia que éramos loucos, porque não existia rota turística consolidada aqui. A divulgação foi toda orgânica, um visitante indicando para o outro”, lembra Rosana.

O espaço conta com 16 suítes, capacidade para 51 hóspedes, área de camping externo com espaço para 70 barracas e coberto que comporta cerca de 20 barracas, além de chalés em implantação. “O ecoturismo atrai os visitantes que ficam hospedados uma média de dois dias para fazer as trilhas. O município também possui várias cachoeiras e trilhas disponíveis aos turistas”, acrescenta a sócia-proprietária da pousada.

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Unidade de conservação mantém montanhas esculpida ao longo de milhões de anos

As formações rochosas estão inseridas na área do Parque Estadual da Serra Furada, unidade de conservação administrada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC), a qual está ligada à área do Parque Nacional de São Joaquim.

De acordo com o instituto catarinense, embora não exista um estudo específico voltado apenas às montanhas, a região da Serra Geral possui relevância geológica internacional. As formações rochosas presentes no parque registram processos naturais iniciados há mais de 200 milhões de anos.

De acordo com informações da equipe técnica do IMA-SC, a região da Serra Geral é considerada um patrimônio geológico internacional com formações rochosas, geoformas e acumulações sedimentares, além de ocorrências minerais e paleontológicas que permitem reconhecer, estudar e interpretar a evolução da história geológica da Terra e os processos que têm modelado o planeta.

O parque é composto principalmente pelas formações geológicas Rio do Rasto, Botucatu e Serra Geral. Segundo o instituto, durante a formação Botucatu, extensos campos de dunas deram origem ao chamado “deserto Botucatu”, cujos arenitos ainda são observados na região.

pirâmides sagradas de grão-paráA Pousada das Pirâmides oferece uma vista diferenciada das “pirâmides sagradas”. (Foto: Divulgação/Pousada das Pirâmides)

Outro fenômeno decisivo para a paisagem foi o vulcanismo da Serra Geral, com sucessivos derrames de lava ocorridos há cerca de 160 milhões de anos. O relevo é resultado da intensa erosão que iniciou durante a separação entre América do Sul e África com a formação do Oceano Atlântico que começava a existir entre os dois continentes.

Conforme a equipe técnica do instituto estadual, com o passar do tempo a ação das variações climáticas, chuvas, ventos, movimentos de massa e rios esculpiram as montanhas extremamente escarpadas de uma beleza cênica incrível, processos erosivos observados até hoje.

Além das montanhas pontiagudas que chamam a atenção dos turistas, o parque abriga o monumento geológico conhecido como Serra Furada, uma abertura natural com cerca de 45 metros de altura e oito metros de largura, que dá nome à unidade de conservação. Outros pontos do parque também são atrativos de visitantes. São eles: Morro do Facão, Garrafão, Gritador, Serra do Minador e Morro do Bugrinho.

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Ecoturismo em ascensão impulsiona economia de Grão-Pará

A visibilidade das chamadas “pirâmides sagradas” tem atraído especialmente um público jovem-adulto interessado em trilhas, camping, contemplação da natureza e experiências ao ar livre. O município também investe na organização do setor turístico, com ações voltadas ao fortalecimento de roteiros integrados, sinalização turística, incentivo ao Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) e participação em projetos regionais como o Caminho das Serras, iniciativa que conecta cidades da região.

Embora ainda não exista um levantamento consolidado sobre o impacto econômico do turismo no Produto Interno Bruto (PIB) municipal, a prefeitura avalia que a atividade fortalece o empreendedorismo local e amplia a renda ligada ao turismo de natureza.

Monumento geológico da Serra FuradaMonumento geológico da Serra Furada. (Foto: Adrio Centeno/Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina )

Criado em 1980, o Parque Estadual da Serra Furada possui cerca de 1,3 mil hectares e protege áreas de Mata Atlântica entre os municípios de Grão-Pará e Orleans. A visitação pública foi aberta em 2021 e ocorre mediante agendamento em trilhas autorizadas, como a Trilha da Serra Furada, Circuito do Lagostim, Circuito da Canela Grande e Trilha Salto da Piava.

O IMA-SC trabalha na implantação de centros receptivos para visitantes nas entradas principais do parque, além da ampliação da infraestrutura e da formação de condutores turísticos credenciados. A unidade de conservação abriga espécies ameaçadas de extinção, como puma, jaguatirica, gato-maracajá e aves endêmicas da Mata Atlântica.

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