Exames aumentaram 3,9% em relação ao ano anterior, enquanto internações tiveram alta de 8,9%
Os beneficiários de planos de saúde realizaram cerca de 2 bilhões de procedimentos ao longo de 2025, entre consultas, exames, terapias, internações e atendimentos odontológicos. O volume representa um aumento de 3,7% em comparação a 2024. Os dados do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta terça-feira (30).
Os exames ambulatoriais responderam por mais de 60% de todos os procedimentos realizados. Em 2025, foram registrados 1,23 bilhão de exames, alta de 3,9% em relação ao ano anterior. A média chegou a 23,5 exames por beneficiário, o maior patamar da série histórica iniciada em 2019.
As consultas médicas totalizaram 288,7 milhões de atendimentos, avanço de 1,5% na comparação anual, mantendo a média de 5,5 consultas por beneficiário. Já os atendimentos realizados por outros profissionais de saúde, como psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, somaram 205,7 milhões, com desaceleração no ritmo de crescimento observado nos últimos anos.
As internações registraram o maior aumento proporcional entre os principais grupos assistenciais. Foram 9,9 milhões de internações em 2025, alta de 8,9% frente a 2024. Apesar de representarem apenas 0,49% do total de procedimentos realizados, elas concentraram 41,9% das despesas assistenciais do setor.
Entre os destaques do período, a ANS identificou crescimento de 15,7% nas internações relacionadas a neoplasias, com aumentos nos casos de câncer de próstata (22,6%), câncer de mama feminino (19,7%) e câncer de colo de útero (15,8%). Também houve expansão de 17,1% nos procedimentos de quimioterapia sistêmica por beneficiário e alta de 11,8% nas internações cirúrgicas, impulsionadas por procedimentos cardiovasculares.
Pela primeira vez, o Mapa Assistencial passou a apresentar a evolução das despesas assistenciais em valores nominais e corrigidos pela inflação. Os dados mostram que os gastos do setor cresceram 11% em termos nominais na comparação com 2024, enquanto a alta real, descontado o IPCA, foi de 6,6%.