• Home
  • Cultura
  • Projeto que proíbe condenados de lucrarem com produções culturais sobre crimes é aprovado em comissão da Câmara

Projeto que proíbe condenados de lucrarem com produções culturais sobre crimes é aprovado em comissão da Câmara

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (23), o Projeto de Lei 5912/23, que proíbe a pessoa condenada de lucrar com a produção de eventual obra intelectual sobre o crime cometido por ela.

De acordo com o texto, se o condenado tiver recebido qualquer valor, a vítima ou seus herdeiros poderão requerer o montante recebido mais danos morais, independentemente de qualquer reparação já efetuada pelos prejuízos decorrentes da infração penal.

Agora, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

A relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), aceitou sugestão do deputado José Medeiros (PL-MT) para que a cobrança também seja feita ao responsável pelo pagamento do condenado.

Segundo a relatora, tanto o projeto quanto a sugestão têm mérito ao criar segurança jurídica para que não se produzam obras culturais que lucrem com o resultado de um crime, “preservando assim a moralidade e o direito humano de vítimas e famílias de vítimas de crimes”.

Inspiração em lei americana

O autor da proposta, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), se inspirou na legislação americana. Nos Estados Unidos, um conjunto de leis estaduais, conhecidas como “Son of Sam Laws“, autoriza o Estado a receber todo o direito arrecadado pelo criminoso por cinco anos, com o objetivo de compensar a família das vítimas.

O nome da lei americana faz referência a David Berkowitz, um assassino em série que agiu em Nova York na década de 1970. Em um dos crimes que cometeu, ele deixou um bilhete com a assinatura Son of Sam (Filho de Sam).

Condenado a prisão perpétua, Berkowitz ganhou muito dinheiro após lançar um livro em que narra detalhes e motivações para os crimes.

Próximos passos

O projeto será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Neste rito, o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do plenário da Câmara.

O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no plenário.

(Publicado por Lucas Schroeder, com informações da Agência Câmara)

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Receita Federal apreende carga milionária de celulares após abordagem na BR-277 — Receita Federal

Durante um acompanhamento na BR-277, em Céu Azul/PR, servidores da Receita Federal identificaram um veículo…

Six months into the Iran war, a new Gulf security architecture is emerging | GCC

Six months into the war with Iran, it is worth taking stock of what has…

Salvador Bahia Airport terá nova sala VIP Amaní Lounge ainda em 2026

Salvador Bahia Airport terá nova sala VIP Amaní Lounge ainda em 2026 6 O Salvador…