• Home
  • 2026
  • janeiro
  • Justiça rejeita ação de ex-pastor da Universal que pedia vínculo trabalhista e indenização

Justiça rejeita ação de ex-pastor da Universal que pedia vínculo trabalhista e indenização

Prédio do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. (Foto: Reprodução/TST)

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou o pedido de um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, em Mato Grosso do Sul, que buscava o reconhecimento de vínculo empregatício e indenização por danos morais após mais de uma década de atuação na denominação, entre 2011 e 2024.

Na ação, o ex-pastor alegou que exercia funções típicas de empregado, com excesso de atividades, metas internas, ausência de férias e trabalho até no único dia de folga. Segundo ele, os valores recebidos mensalmente variavam entre R$ 3,2 mil e R$ 5,5 mil. O autor também afirmou ter sido submetido a uma vasectomia de forma compulsória como condição para permanecer no ministério pastoral.

O caso foi analisado pela Justiça do Trabalho, que concluiu não estarem presentes os requisitos necessários para o reconhecimento do vínculo de emprego previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como subordinação jurídica, onerosidade e habitualidade. O entendimento foi reforçado por depoimentos de testemunhas, que relataram que a igreja fornecia moradia ao pastor e que os valores recebidos tinham como finalidade o custeio das despesas familiares, caracterizando a atividade como vocacional e religiosa.

De acordo com os autos, o ex-pastor atuou em igrejas localizadas nos municípios de Bataguassu, Campo Grande, Pedro Gomes e Cassilândia, em Mato Grosso do Sul, além de períodos de atuação em cidades do Equador, Colômbia e Venezuela. Ao retornar ao Brasil, foi designado para Bom Jesus, no Rio Grande do Norte, onde acabou sendo desligado da instituição.

Sobre a alegação de vasectomia forçada, a Justiça reconheceu que houve a realização do procedimento, mas entendeu que não foram apresentadas provas suficientes de que a cirurgia tenha sido imposta pela igreja. O relator destacou que não ficou demonstrado qualquer tipo de coação institucional relacionada à decisão médica.

A decisão também considerou que as metas de arrecadação citadas no processo estavam relacionadas a contribuições voluntárias dos fiéis, destinadas à manutenção da igreja e a ações sociais, sem comprovação de finalidade comercial ou aplicação de punições em caso de descumprimento de regras internas.

Com isso, o TST manteve o entendimento das instâncias anteriores e rejeitou, de forma definitiva, tanto o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício quanto a solicitação de indenização por danos morais.

Casos semelhantes tiveram desfechos diferentes

Embora o pedido tenha sido negado neste caso, a Justiça do Trabalho já adotou entendimentos distintos em situações semelhantes. Em novembro do ano passado, uma igreja evangélica de Belo Horizonte (MG) foi condenada a pagar R$ 95 mil por danos morais a um ex-pastor que alegou ter sido coagido a realizar vasectomia para permanecer no cargo. Na ocasião, a Justiça reconheceu o vínculo empregatício e garantiu o pagamento de verbas rescisórias.

Já em março de 2025, a Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada, no Ceará, a indenizar em R$ 100 mil um pastor que afirmou ter sido forçado a realizar o mesmo procedimento. Testemunhas ouvidas no processo relataram que ao menos 30 pastores teriam sido submetidos à cirurgia em uma clínica clandestina. A decisão da 11ª Vara do Trabalho de Fortaleza foi confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE).

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Prefeitura de Itapecerica da Serra recebe representantes da Petrobras para apresentação de projeto de oleoduto

Na sexta-feira, 16 de outubro, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) de Itapecerica da…

Hotéis enfrentam limites dos compsets tradicionais

Hotéis independentes podem estar perdendo reservas para acomodações alternativas sem perceber. Embora muitos empreendimentos ainda…

Reino Unido estuda cobrar taxa até de quem assiste ao YouTube

Usuários do YouTube podem ser inclusos em pagamento de taxa anual (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo…