João Rodrigues (PSD) participa do debate dos candidatos ao Governo de Santa Catarina, promovido pelo Grupo ND, neste sábado (26). O programa está sendo transmitido pela NDTV e o portal ND Mais.
Notícia em atualização
O candidato Gelson Merisio (PSB) foi o primeiro sorteado e escolheu o candidato João Rodrigues para debater o assunto “Saúde”. O tema também foi sorteado.
Gelson Merisio: Boa tarde a todos! Antes de fazer a pergunta ao João, registrar a ausência do nosso governador que deveria estar aqui para falar das 116 mil pessoas que estão na fila do SUS e falar da propaganda que faz e das entregas que não faz.
Infelizmente, no último debate da Acaert (Acaert Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão) ele não compareceu porque tinha muita chuva, hoje deve ter muito sol. Na verdade ele não quer debater com Santa Catarina para confrontar o mundo real com o mundo da propaganda.
Mas eu pergunto ao João sobre Saúde. Qual é a forma rápida e eficiente para nós melhorarmos nossos indicadores que estão tão ruins para Santa Catarina, se comparados ao Paraná e à média nacional? Nós caminhamos para trás nos últimos 4 anos. O que você pensa para mudar a saúde e esse patamar em Santa Catarina?
João Rodrigues: Quero primeiro cumprimentar todos os telespectadores, Fabi, Carolina e Maria Paula, minha família, que sempre esteve e está comigo. Passamos pelos piores momentos juntos, voltei a ser prefeito, reeleito com 83% dos votos e olha, o pai está aqui, disputando ao governo do Estado. Que orgulho, disputando uma eleição. Tenho a convicção que vai dar tudo certo. Quero cumprimentar também meus adversários, Ralf e Merisio.
Merisio, o que falta para o atual governo é a empatia pelas pessoas, é gestão. A maneira que você tem que fazer é tirar dos R$ 10 bi que estão aplicados em banco, rendendo R$ 100 milhões por mês e contratar os hospitais privados para tirar os casos mais crônicos e graves, e depois criar uma regra de até 60 dias para que depois as pessoas façam o exame, a consulta e o procedimento cirúrgico.
Exatamente como o Paraná faz, como Goiás faz. Eu vou e pretendo utilizar o sistema “Corujão”, usando os hospitais públicos para fazer os exames na parte noturna. Mas, ao mesmo tempo, nós vamos construir 10 hospitais, seis de grande porte e quatro de médio e pequeno porte. Dá para fazer? Claro que dá. É R$ 3,6 bi. Tira os R$ 10 bi que estão na conta, amplia a rede hospitalar e foca nos hospitais polos para alta complexidade. Os hospitais satélites, para média e baixa complexidade.
Réplica Merisio: O que nós temos em Santa Catarina não é falta de recursos, é falta de gestão. Lamentavelmente nesses últimos 3 anos e meio, o Paraná, que é nosso estado vizinho, reduziu 44% os atendimentos de alta complexidade, Santa Catarina aumentou 10%.
Não é por falta de recursos, é por falta de equipe, por falta de gestão, por falta de descentralização de especialidades. De forma que um cidadão não precisa sair de Chapecó, Joinville ou Criciúma para vir fazer uma cirurgia aqui em Florianópolis.
Na verdade, lá em sua região já tem equipamento e um médico, o que falta é uma distribuição das cotas de forma equilibrada, de forma racional. E acima de tudo, um processo que valorize o atendimento às pessoas.
Hoje o catarinense está sendo muito maltratado, muito embora o governo venda uma propaganda de que está uma maravilha. Só queria saber para quem está uma maravilha, para o catarinense não é.
Tréplica João Rodrigues: Olha, na verdade eu quero aprofundar a minha avaliação e também o que pretendo fazer, regionalizando a saúde e os processos. Como você justifica o cidadão sair do Ceará para vir a Blumenau para fazer uma consulta para posteriormente um transplante de rim intervivos?!
Chapecó tinha esse serviço que não tem mais, mas o governador não se preocupou com isso, não saiu do seu gabinete e ver o que está acontecendo. O que aconteceu com o cidadão que perdeu sua vida na BR-470 ha 15 dias atrás, vítima de acidente de trânsito?
O foco do atual governo não é cuidar das pessoas, é cooptar, é pressionar, é ameaçar prefeitos, porque a prioridade é o processo eleitoral, não é gente. O que nós estamos fazendo… Talvez você não esteja passando por isso, mas lembre-se, tem 116 mil catarinense chorando de dor e alguns com doenças que já avançaram.
Dinâmica do debate
O debate foi dividido em três blocos, com duas rodadas em cada um deles, alternando uma rodada com temas livres e outra com temas selecionados pelo Grupo ND e sorteados ao vivo, para cada embate. A cada rodada, o candidato que iniciou o debate também foi sorteado, e na sequência, escolheu o adversário.
Conforme as regras estabelecidas previamente, os candidatos tiveram o tempo máximo de um minuto para a pergunta, um minuto e meio para a resposta e um minuto para a réplica, bem como para a tréplica.No terceiro e último bloco, todos os participantes tiveram um minuto e trinta segundos para fazer suas considerações finais.
Participaram do debate os candidatos:
- Gelson Merísio (PSB);
- João Rodrigues (PSD);
- Ralf Zimmer (PRD).
O governador Jorginho Mello (PL) não pôde comparecer ao debate. Por meio de nota, informou que cumpre “agenda com a Defesa Civil voltada ao atendimento às regiões atingidas pelas fortes chuvas em Santa Catarina.”
Os candidatos dos partidos PCO, UP, MISSÃO e PSTU não participam por não ter representatividade no Congresso.