Resumo
- A Apple encerrou o pregão acima de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25,2 trilhões) pela primeira vez.
- A companhia já havia ultrapassado a marca em seis ocasiões durante as negociações, mas nunca no fechamento.
- O recorde ocorre no início da gestão do CEO John Ternus, em meio às expectativas sobre novos aparelhos e IA.
A Apple encerrou o pregão de quarta-feira (14/10) com valor de mercado de US$ 5,005 trilhões (cerca de R$ 25,2 trilhões em conversão direta). Foi a primeira vez que a fabricante do iPhone terminou uma sessão acima da marca, segundo o Wall Street Journal.
A companhia se tornou apenas a segunda a registrar esse resultado; a primeira foi a Nvidia. As ações da Apple subiram 0,5% no dia e atingiram um recorde de fechamento.
Apple já tinha alcançado esse valor?
O valor de mercado da Apple já havia ultrapassado o patamar em seis ocasiões durante as negociações, mas a empresa não conseguiu sustentar a avaliação até o encerramento. O resultado desta semana se diferencia por manter a marca no fechamento de mercado. A Nvidia alcançou esse nível um ano atrás, impulsionada pela demanda por seus chips para inteligência artificial.
Vale citar que a capitalização de mercado é calculada multiplicando o preço das ações pelo número de papéis em circulação. Por isso, o indicador acompanha as oscilações da bolsa e pode mudar a cada sessão.
Recorde acontece após troca de comando

O recorde da Apple ocorre em meio à expectativa sobre novos dispositivos e à transição de comando. O novo CEO da Apple, John Ternus, assumiu o cargo em 1º de setembro, no lugar de Tim Cook, que passou a ocupar a presidência executiva do conselho de administração após 15 anos à frente da empresa.
Ternus era o vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Apple e participou do desenvolvimento de produtos como iPhones, Macs e AirPods antes de assumir o cargo de liderança.
Segundo o WSJ, o valor de mercado da Apple se multiplicou por 13 durante a gestão de Cook. O período incluiu a expansão da divisão de serviços e o lançamento do Apple Watch e dos AirPods, além de recompras de ações e distribuição de dividendos.
Alta de custos chega aos iPhones
A valorização das ações também ocorre em meio à pressão sobre os custos. Conforme o jornal americano, o encarecimento de chips de memória e armazenamento afetou iPhones, Macs e iPads. A Apple respondeu com aumentos de preços, inclusive em modelos anteriores de iPhone, que normalmente ficariam mais baratos.
O analista do Bank of America, Wamsi Mohan, sugere que os consumidores continuarão dispostos a pagar mais pelos aparelhos, o que manteria o lucro total mesmo com pressão sobre as margens. Mohan também aponta o dobrável iPhone Duo e a nova Siri como possíveis estímulos à troca de aparelhos. A assistente reformulada, desenvolvida com participação do Google, finalmente chegou com o iOS 27 em setembro, depois de sucessivos adiamentos.
Apple agora é uma empresa de US$ 5 trilhões