Abalo com epicentro no departamento de Chocó derrubou edifícios, paralisou aeroportos e causou colapso nos serviços de comunicação e energia em várias cidades.
Imagens dramáticas compartilhadas nas redes sociais e na imprensa colombiana revelam o cenário de devastação provocado pelo forte terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na manhã desta segunda-feira (10). O abalo sísmico, cujo epicentro foi registrado no departamento de Chocó, a 20 quilômetros de San José del Palmar, teve profundidade de 82 quilômetros e foi sentido com violência em grande parte do território nacional.
Os registros capturaram o pânico de moradores correndo pelas ruas, prédios que desabaram inteiros e equipes de emergência mobilizadas em meio aos escombros à procura de sobreviventes. O desastre causou dezenas de mortes e interrupções graves nos serviços essenciais.
Cenário crítico nas cidades afetadas
Pereira: É o ponto com maior letalidade confirmada até o momento. O prefeito Mauricio Salazar Peláez confirmou até o momento 20 mortes, incluindo três vítimas no Aeroporto Internacional Matecaña, que teve sua infraestrutura severamente danificada.
Manizales: O prefeito Jorge Eduardo Rojas Giraldo informou que entre 10 e 12 edifícios colapsaram completamente e cerca de 30 residências foram destruídas. O município contabiliza três mortes confirmadas. Três hospitais locais sofreram danos estruturais e operam sob contingência.
Cali: O prefeito Alejandro Eder relatou ao menos 20 estruturas colapsadas e confirmou a existência de pessoas soterradas. Devido à gravidade, a administração municipal solicitou o envio urgente de reforços das equipes de resgate de Bogotá e Medellín.
Apagão e fechamento do espaço aéreo Além dos danos estruturais, a região afetada enfrenta um colapso nos serviços públicos. Manizales e Pereira registram apagões de energia elétrica e interrupções completas nas redes de telefonia móvel.
Por motivos de segurança, a Aeronáutica Civil colombiana determinou a suspensão imediata de todas as operações aéreas nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura, até que vistorias minuciosas garantam a integridade das pistas e torres de controle. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros permanecem em alerta máximo diante do risco iminente de réplicas.