O CEO (chefe-executivo) da Ford, Jim Farley, afirmou a funcionários durante uma reunião, na última quinta-feira (30), que a montadora se prepara para a possibilidade de fabricantes chineses entrarem no mercado automotivo dos Estados Unidos nos próximos cinco a dez anos.
A avaliação de Farley ocorre mesmo diante das barreiras comerciais impostas pelos EUA aos veículos produzidos na China.
A projeção reforça a pressão sobre as montadoras americanas diante do avanço de empresas chinesas no mercado global.
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CEO da Ford, Jim Farley, vê entrada de marcas chinesas mais provável em até 10 anos
Segundo informações do Valor Econômico, durante uma sessão de perguntas e respostas da reunião, Farley e outros executivos seniores da Ford indicaram que a chegada de empresas chinesas aos Estados Unidos seria mais provável no limite superior do período estimado, ou seja, dentro de aproximadamente dez anos.
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CEO da Ford, Jim Farley prevê marcas da China ‘tomando o lugar’ de montadoras dos EUA em até 10 anos – Montagem feita com imagens da CNBC e da Wikipedia/ND Mais
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Jim Farley alerta sobre avanço de montadoras chinesas nos EUA – Divulgação/Ford/ND Mais
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Jim Farley disse a funcionários que a Ford considera possível a entrada de fabricantes chineses nos EUA entre cinco e dez anos, apesar das atuais barreiras comerciais – Reprodução/Sindicato dos Comerciários/ND Mais
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A Ford desenvolve uma família de veículos elétricos acessíveis para competir em custo e eficiência com os modelos produzidos por montadoras chinesas – Ford/Divulgação/ND Mais
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Jim Farley alerta sobre futuro dos carros nos EUA – Reprodução/ND
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Ford se prepara para enfrentar montadoras chinesas – Reprodução/ND
As declarações ocorrem enquanto o Senado estadunidense discute medidas para ampliar as restrições à venda de veículos chineses no país, considerado o segundo maior e um dos mercados automotivos mais lucrativos do mundo.
Procurada para comentar o conteúdo da reunião, realizada de forma privada com os funcionários, a Ford ainda não se manifestou publicamente. A reportagem do ND Mais mantém o espaço para novos esclarecimentos.
Ford prepara elétricos para enfrentar concorrência chinesa
Farley tem se manifestado publicamente sobre a capacidade competitiva de grandes fabricantes chineses, entre eles a BYD, que ganhou espaço no setor automotivo internacional.
A Ford desenvolve uma família de veículos elétricos acessíveis para competir em custo e eficiência com os modelos produzidos por montadoras chinesasFoto: Ford/Divulgação/ND MaisEm um comunicado oficial, em fevereiro deste ano, a Ford anunciou que vem desenvolvendo uma nova geração de veículos elétricos de preço mais acessível, concebidos para competir em custo e eficiência com modelos produzidos por fabricantes chineses.
A preocupação com essa competição também foi expressa por Bill Ford, presidente executivo da companhia. No início deste mês, ele defendeu uma postura de enfrentamento direto da concorrência chinesa.
“Temos que enfrentar a China de igual para igual”, disse Ford em um evento da Axios. “Não podemos esperar mantê-los fora para sempre, e temos que ser capazes de vencê-los em seu próprio jogo”, afirmou.
Barreiras dos EUA restringem veículos chineses
Atualmente, os Estados Unidos impõem tarifas de aproximadamente 100% sobre veículos elétricos chineses. Além disso, regras do Departamento de Comércio americano restringem o uso de determinados softwares e componentes de origem chinesa em veículos conectados.
As normas relacionadas a software estão previstas para impedir sua utilização até o ano-modelo de 2027, enquanto as restrições a hardware têm prazo até o ano-modelo de 2030.
As regras para veículos conectados foram implementadas em janeiro de 2025, durante o governo do então presidente Joe Biden, com base em preocupações de segurança nacional relacionadas à privacidade de dados. As medidas foram mantidas durante o governo de Donald Trump.
Montadoras, incluindo a Ford, buscaram autorizações para continuar comercializando nos Estados Unidos alguns veículos produzidos na China sob as novas regras.
Ford enfrenta concorrência chinesa fora dos EUA
Embora as empresas chinesas ainda não disputem diretamente o mercado estadunidense de veículos, a Ford já enfrenta essa concorrência em outras regiões.
Na Europa, onde fabricantes chineses vêm ampliando sua participação, a montadora anunciou recentemente uma joint venture com a empresa chinesa Geely. A parceria foi alvo de críticas de alguns parlamentares americanos.
Segundo a Ford, porém, a presença crescente das fabricantes chinesas no mercado europeu tem pressionado as montadoras a operar de maneira mais eficiente.
A companhia teria afirmado que essa competição está levando o setor a se tornar “mais enxuto e inteligente”, objetivo que também estaria relacionado à parceria com a Geely.





