Mais uma vez chegamos ao Natal. Para religiosos, data sagrada. Para ateus, superstição. Para intelectuais, enigma além da razão. Mas independente de interpretações, há mais de 1600 anos celebramos no dia 25 de dezembro o nascimento do maior líder religioso que já pisou na Terra: Jesus de Nazaré.
A relevância de seu nascimento, vida e mensagem evangélica é inegável. Contudo, a realidade brutal é que muitos cristãos vivem um cristianismo de aparência, agindo como cristãos sem o Cristo. Esta é a primeira verdade incômoda que precisamos enfrentar.
A secularização e o materialismo sequestraram o Natal. O que deveria ser celebração cristã foi reduzido ao objetivo consumista daqueles que compram e à avidez lucrativa daqueles que vendem. Resumimos tudo à superficialidade do verbo “comprar”. Jesus, o aniversariante, tornou-se figura decorativa em sua própria festa.
A cada ano, o Natal mais se afasta do que deveria ser para se transformar naquilo que jamais pretendeu ser. Esta degradação não é acidental – é resultado de nossa complacência coletiva, nossa aceitação passiva da inversão de valores que transformou o sagrado em comercial.
Se hoje, estamos vivendo um momento de mudanças profundas, por que não aproveitamos para repensar o real sentido do Natal? Por que não reconhecemos que Jesus é o grande homenageado dessa data e que o espírito natalino deve ser a revivescência de seus ensinamentos em cada uma de nossas ações?
O momento exige coragem para devolver ao Natal seu verdadeiro sentido. Precisamos ir muito além da superficialidade de nossas práticas comuns. É necessário buscar elementos duradouros e permanentes na construção das relações humanas – elementos que deveriam fazer parte de nosso cotidiano, não apenas de uma comemoração anual.
Os valores natalinos deveriam estar fixados em nossa memória e celebrados em nossa vida como elementos intrínsecos à nossa fé e humanidade. Amor, compaixão, generosidade, perdão, solidariedade – estes não são enfeites sazonais, mas pilares de uma existência autêntica.
A pergunta que fica é desafiadora: temos coragem de celebrar um Natal verdadeiramente cristão? Ou continuaremos perpetuando a farsa de honrar Jesus enquanto ignoramos completamente seus ensinamentos? A resposta está em nossas mãos, e o tempo para decidir é agora.
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