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Por uma rotina profissional ajustada a uma vida particular equilibrada

A vida é uma bênção singular e única. Desequilibrá-la significa contrariar os próprios princípios da natureza, que sempre se inclinam à preservação, à ordem e à harmonia. Conheço profissionais bem-sucedidos que conseguem manter uma vida harmoniosamente organizada, pois conciliam as exigências de suas funções como executivos(as) ou líderes com o exercício responsável dos papéis de pais e mães, cônjuges e cidadãos. Qual é o segredo? Sabem compartimentalizar, com lucidez, cada uma dessas dimensões.

Entre essas responsabilidades, destaca-se a dedicada aos filhos – missão e dever dos quais não se pode fugir. É uma tarefa nobre, embora esteja entre as mais desafiadoras que nos foram confiadas pelo Criador. É preciso nutri-los afetivamente, pois a segurança do amor paterno e materno é o fulcro de uma boa educação. Ainda assim, veem-se nas escolas crianças órfãs de pais e mães vivos, enquanto a falta de tempo se converte, com frequência, em argumento automático e cômodo, quando, quase sempre, se trata apenas de reorganizar prioridades.

A vida profissional, apesar de suas elevadas exigências, pode, sim, ser compatibilizada com uma vida familiar equilibrada. É evidente que cada família enfrenta desafios distintos – longas jornadas, deslocamentos, múltiplos empregos e pressões emocionais –, mas, dentro das possibilidades de cada um, o equilíbrio é uma construção diária. Trata-se, em essência, de estabelecer prioridades e administrar o tempo com discernimento e pragmatismo.

Não se trata, portanto, de dividir o tempo ao meio, mas de construir um ritmo que permita crescer na carreira sem sacrificar aquilo que nos faz humanos: saúde, descanso, boas relações e os deveres familiares e sociais